Oficina de Percussão Raízes do Samba Reggae c/ Mestre Jackson na Escola Olodum

Acontece nos dias 11 e 18 de outubro, na Praça do Estacionamento - Pelourinho, o Ensaio Público da Escola Olodum - Oficinas de Percussão Raízes do Samba reggae, inicialmente ministradas por Mestre Jackson. A proposta do Ensaio Público - Oficinas Raízes do Samba Reggae é proporcionar a nova geração de alunos da Escola Olodum a oportunidade de passar por grandes mestres que fizeram e fazem parte da história do samba reggae no Olodum, possibilitando afirmar que este ritmo musical é um grandioso instrumento pedagógico na formação de valores sociais, étnicos e culturais, que permite transmitir o respeito das diversidade e proporciona relações humanos de maneira harmoniosa e solidária. Eu elaborei um roteiro didático para poder tá passando para eles , isso é necessário alem da pratica, com conteúdo histórico: A evolução dos Tambores de rua “bateria” Entre os anos 1970 até hoje Ritmo do Samba – Erá a base ritmica da epoca com as escolas de sambas: Diplomata de Amaralina, Ritmo da Liberdade, entre outras. Blocos de sopro e percussão: Os Lord’s, Os Corujas, os Internacionais, entre outros. Blocos de Índio: Apaches do Tororó, Os comanches, Tupi, Cacique do Garcia, entre outros. Surgimento dos Blocos Afros – esse samba cadencia pelas suas composições e vira samba Afro no surgimento do “Ilê Aiyê”. Diversos Blocos mantêm o Samba Afro, Ex: Araketu, Malê de Balê, Olodum, Muzenza, entre outros. As mudanças começam a ser sentida com o acréscimo de duas baquetas nos surdos de marcação, que foi surgi pelo um batuqueiro na bateria dos Os Corujas, na regência do diretor Valdir laskada. É daí que os blocos afros começar a ter um swing diferenciado, na sua cadencia e pelos seus diretores de bateria. O primeiro samba reggae tocado antes do surgimento propriamente dito, surgi na quadra do Olodum em 1983, quando o compositor Djalma Luz, Interpreta a musica Coração Rastafári, com a bateria Olodum, então o diretor de bateria na época Valdir lascada, resolve tocar a célula da guitarra nos repiques e os surdos dobrando. A bateria do Bloco Olodum já vinha se despontando sobre as outras, exatamente com os diretores Valdir e Carlinhos. Valdir tinha um jeito de puxar a bateria entre apito e repique. A vinda de Neguinho do Samba com os seus vimes e com seu estilo único de tocar, começava ali um novo estilo rítmico de tocar os repiques e de regência sem apito. E eu fui convidado por Neguinho para ser o segundo diretor. A minha contribuição como segundo direito de bateria surgiu em 1984, quando o tema para o Carnaval de 1985 seria Cuba, então eu busquei pesquisar os ritmos cubano, foi aí que coloquei o ritmo Merengue mudando a célula dos repiques e dos surdos, o ritmos vai tomando outra forma com as interpretações dos compositores, e tanto eu como Neguinho, começava a criar através das musicas que iriam surgindo, e acrescentando as levadas dos terreiros de onde teve sua influencia, 6/8, alujar. É importante frisar que o samba reggae é ritmo e musica. Foram de uma grande importância os compositores quando cantava uma musica que nós buscávamos ouvir na capela, e logo surgia inspiração da criatividade rítmica. Os discos do Olodum foram fundamentais para provar que samba reggae não era só uma batida. Samba Arrastado – samba duro – Clave de Rumba – Surge o Swing. Curiosidade do Ritmo: as mudanças da célula do repique com a mesma base nos surdos “as dobras” Ex: reggae – arrastado – clave – samba - Timbalada. Evolução dos Materiais Marcação de Madeira – de Zinco – 105 – treme terra – Repiques aro 14 - talabartes no ombro sem joelheira – Baquetas com broxas – vime Sobre o Timbal – já existia nos blocos afros, era um só na forma de capela, depois entrava toda a bateria. Olodum, Ilê Aiyê usou nos seus primeiros anos. O som atual – Afinação – Acréscimo de outros Instrumentos, Samba Reggae com outras Timbragens. Evoluir – Preservando – Tocar o Instrumento e não bater, Fazer o som e não Zoada. Saber diferenciar e respeitar: o Percussionista do Ritmista.

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